GAMER.BR entrevista responsável pela WCG Brasil
Pablo Myazawa, jornalista atuante no mercado brasileiro de games desde 1996 e responsável pelo blog Gamer.br do portal IG, entrevistou Rodrigo Moretz, gerente de Marketing e Relacionamento da Samsung no Brasil e também um dos responsáveis pela realização da etapa brasileira da World Cyber Games. Na conversa, o executivo falou sobre os interesses da empresa em patrocinar o evento, melhorias necessárias no esporte eletrônico nacional e o desvio de atenção do jovem dos estudos para os jogos. Confira algumas perguntas:
O que a Samsung ainda ganha patrocinando o esporte eletrônico e o World Cyber Games? Esses ganhos já são visíveis, já que o evento completa 10 anos em 2009?
Eu acho que sim. A gente primeiro ganha visibilidade com essa moçada nova. Nossa marca tem contato com eles constantemente em tudo que eles vêm a tudo que eles consomem. Falando de Brasil, estamos conseguindo manter um evento sólido e esperado todo ano. Então agora a questão é a gente conseguir fazer coisas diferentes – a fórmula é meio básica, agora a gente tem que achar meios de deixar a coisa mais atraente, principalmente para outro público. Os gamers hardcore a gente sabe que a gente acaba arrastando, mas temos que aumentar a capilaridade do evento.
Além de estimular o e-sport com esse campeonato, a Samsung dá alguma outra forma de apoio ao jogador durante o treinamento? Você acha que a empresa poderia fazer mais para os ciberatletas melhorarem seus níveis?
Não, a gente não faz, por falta de tempo e investimento pra isso. A gente tem um investimento para o projeto em si. O que temos são planos para buscar parceiros, outras empresas que queiram estar nesse universo, para darmos um passo a mais pra conseguir objetivos de competição, para aí sim, transformar num esporte de verdade, treinar com foco em ganhar. Hoje o treinamento é individual, cada um se vira como pode. A gente só precisa pensar como. O Mibr foi pra Suécia porque a internet lá é melhor e há muitos times lá. Vamos fazer a mesma coisa sem ter o custo de ter que sair do país. Uma internet boa, ou trazer gente de fora pra criar um intercâmbio. São coisas que a gente vai estudando. Com mais parceiros, a gente vai somando.
O que um jogador de game pode esperar do “pós-carreira”?
Eu já parei para pensar nisso. Uma vez dando certo a profissionalização, isso começa a criar um circulo virtuoso. O cara pode se tornar manager do time que ele fez parte, somar a experiência dele. A gente sabe de empresas que tem relações com games por causa do aspecto de você ter de resolver problemas, ou achar caminhos. O cara já tem isso na cabeça. E empresas de tecnologia também é um caminho, o cara já conhece os equipamentos. São caminhos bons.
Existe o plano de fazer a final mundial no Brasil. Em que pé está isso?
Na minha cabeça, a idéia está sempre presente. Já ganhamos um prêmio como a melhor final nacional. Eu acho que temos que fazer um Panamericano, que é uma mini-final mundial, em que vamos sentir como é receber gente de fora, cuidar desses caras. Imagine cuidar de 200 jogadores de fora. A gente sabe que ainda está um pouco distante – o Pan nem tanto, a gente vai tentar aplicar o projeto pra ver se passa esse ano. Para a gente seria muito bom. Eu estou apostando internamente. A gente pode transformar isso em um festival da Samsung, aguardado todo ano.
Por que o brasileiro gosta tanto de WCG?
Eu gosto desse projeto pra caramba, acho que ele ainda tem muito sumo pra dar. De certa forma, ele pode ser aproveitado melhor por nós mesmos, e aí, leia-se pensar em mais coisas diferentes. O segmento é grande, tem potencial, e temos a faca e o queijo na mão. No Brasil, entre as empresas desse segmento, a Samsung é a única que está nesse barco. Por que não ligar o motor e não deixar nunca ninguém chegar perto? Se não fizer isso, outras empresas tendem a se aproximar. Já vimos outras [empresas] participando de outros campeonatos, de maneira tímida, mas começaram. É por essas que a gente gosta tanto. E é sempre uma colônia de férias: é um trabalho com diversão.
A entrevista completa você encontra no blog.
Fonte: Teamplay







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